Jornal Invicta

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Direção: Aline Flor. 

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  • Reportagem “O mercado que não desiste“, sobre o mercado do Bom Sucesso
  • Reportagem “Liberdade de andar de mãos dadas“, sobre estudantes homossexuais
  • Entrevista a José Soeiro, deputado do Bloco de Esquerda
  • Notícias publicadas anteriormente no JPN e no JUP
  • Crónicas “Cansei de ser indie”, “A tua opinião não conta” e “Vai-se indo e vai-se vendo”
  • Crítica do livro “Se isto é um homem”, de Primo Levi
  • Comentário “Novos modelos de negócio ou o jornalismo como ainda não o conhecemos”

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Editorial

Viver a tradição

Não nos esquecemos do que Rui Rio fez de bom. Ou melhor, do que aconteceu de bom enquanto ele esteve à frente da Câmara Municipal do Porto. Mas torna-se claro que Rio tem as suas preferências, ou, ainda mais claro, quando há assuntos que não assentam nessa lista.

As queixas mais ruidosas vêm da arte: o Fantasporto que continua a pedinchar todos os anos, o Rivoli que “era do La Féria”, a dança que já não mora aqui, o teatro que não tem como sobreviver.

Mas essa é só uma pequena parte das coisas que o presidente da Câmara deixa de fora da sua lista, uma série de outros pormenores menos chamativos que ficam de lado. Rio esquece-se, acima de tudo, das tradições da cidade, que vai deixando definhar até que as possa apagar como se não tivessem existido.

O Bom Sucesso não é o único caso, mas é um bom exemplo. Com mais de cinquenta anos de história, acaba de ser classificado como imóvel de interesse público, pelo seu valioso património arquitectónico.

Mas há mais além das paredes do edifício modernista A Rui Rio escapou a tradição, a história daquela gente naquele mercado, a vida que elas ainda têm para dar àquele lugar. A Rui Rio escapou que a cidade que lhe obedece sobrevive por ser uma cidade de história, cultura e, sim, de tradição.

É preciso recuperar o respeito pela própria memória, principalmente aqui, principalmente no Porto. Cidade Invicta, de histórias de lutas e muitas vitórias, é preciso lutar mais uma vez para que mantenha o que tem de melhor. É preciso convencer que um Mercado não é só um edifício, que é toda uma memória e toda uma cultura que deve ser preservada e estimulada.

Rui Rio é desdenhoso com o que não lhe agrada e impaciente com o que não o favorece. Construir o caminho moderno em que o Porto caminhará no seu futuro é algo grande que a cidade agradecerá, desde que não se esqueça das flores que devem ser plantadas ao longo do caminho. Para que, quando chegar a vez das gerações futuras, estas também possam fazer um percurso mais belo e sensorial, conhecendo e relembrando o que poderão ainda ver de um passado glorioso que continua vivo no nosso Porto(, carago!)

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