Público – “Mindjeris” guineenses no caminho para a transformação

“Mindjeris” guineenses no caminho para a transformação

5 de Fevereiro de 2022 por Aline Flor

O P2 acompanhou quatro declarações de abandono das práticas nefastas e conversou com mulheres e activistas em Bissau sobre o que mudou e o que falta mudar para acabar com a mutilação genital feminina e outras práticas contra meninas e mulheres.

O som dos batuques marca o ambiente de festa para receber os convidados. À nossa volta, um enxame de crianças vem espreitar a comitiva que chega. Ao fundo, dezenas de mulheres de sorriso no rosto envergam T-shirts com a mesma frase nas costas: “Os direitos humanos não têm fronteiras.”

Estamos no bairro de Bissaque, antigo bastião da mutilação genital feminina em Bissau, capital da Guiné-Bissau. Era aqui um dos principais lugares onde, todos os anos, dezenas de famílias levavam as suas meninas para o fanado, nome crioulo para o ritual de iniciação que também envolvia o corte dos genitais. Agora, no mesmo local onde há anos ficavam as barracas das fanatecas — as excisadoras que executam o corte —, entramos num campo de futebol. De um lado, uma lona diz: “Fanadu di mindjer i crime na Guiné-Bissau”; do outro: “A tua filha pode ser até Presidente da República se for dada oportunidade de ir à escola e de ter uma formação.”

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Público – Os cidadãos estão prontos para participar. Estarão os políticos prontos para ouvir?

Os cidadãos estão prontos para participar. Estarão os políticos prontos para ouvir?

17 de Janeiro de 2022, por Aline Flor

Não há uma fórmula mágica para resolver os desencontros entre cidadãos e instituições europeias, mas a Conferência sobre o Futuro da Europa está a testar uma experiência inédita de democracia deliberativa.

“É um momento histórico”, ouve-se em toda a parte quando o tema é a grande experiência democrática da Conferência sobre o Futuro da Europa (CoFoE, para os mais próximos), uma iniciativa co-liderada pelas três instituições europeias — Parlamento Europeu, Comissão Europeia e Conselho da UE — para traçar caminhos e soluções para os problemas complexos que a União enfrenta. A Conferência baseia-se em três pilares, os “três P”: uma plataforma digital multilingue, que reúne ideias e eventos por toda a UE; os painéis de cidadãos, divididos em quatro grandes temas; e o plenário, uma assembleia mista que junta cidadãos, governantes e outros representantes dos Estados-membros europeus.

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Conferência sobre o Futuro da Europa: “Vai ser interessante passar a mensagem às pessoas que realmente tomam as acções”

23 de Outubro de 2021, por Aline Flor (em Estrasburgo)

A “CoFoE” é uma grande empreitada que tem entusiasmado dirigentes europeus, mas tem demorado a “furar a bolha” e a entrar no radar de cidadãos comuns. Os participantes nos painéis de cidadãos parecem convencidos: dizem-se surpresos com o processo “muito democrático” dos painéis.

As expectativas estão em alta para a Conferência sobre o Futuro da Europa, que teve neste sábado, em Estrasburgo, a reunião plenária que reuniu pela primeira vez representantes de todos os Estados-Membros, desde parlamentos a organizações da sociedade civil, e 80 “embaixadores” de quatro “painéis de cidadãos europeus”: “Vai ser interessante para perceber melhor o que é que queremos falar, e também para passar a mensagem do que aconteceu no nosso painel às pessoas que realmente tomam as acções”, conta Inês Silva, de 24 anos, uma das embaixadoras do painel que se dedicou ao tema das migrações e da “União Europeia (UE) no mundo”.

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Público – Newsletter “Subscrito”

Newsletter “Subscrito”

A semana em podcasts: Aline Flor, Márcio Barcelos e Ruben Martins trazem-lhe novidades e recomendações para trazer nos ouvidos.

Especial Podcasters #5: Sofia Saldanha

3 de Outubro de 2021, por Aline Flor
Esta semana, voltamos à nossa série de entrevistas com criadores e criadoras de podcasts em português. A nossa quinta conversa é com Sofia Saldanha, que se aventura pelo áudio criativo e tem publicado trabalhos em meios desde a Antena 2 ao Short Cuts da BBC, recebendo prémios e distinções a nível europeu e no festival Third Coast, nos EUA.
Como é que chegaste à rádio, aos podcasts e a isto que chamas de áudio criativo?

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Especial Podcasters #4: Marco António (366 Ideias)

20 de Junho de 2021
Esta semana, voltamos à nossa série de entrevistas com criadores e criadoras de podcasts em português. A nossa quarta conversa é com Marco António, autor do podcast Histórias de Portugal e fundador da produtora 366 Ideias.
Como é que um tipo da televisão chega aos podcasts?

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Especial Podcasters #3: Rita Cabrita (Bruá)

25 de Abril de 2021, por Aline Flor
Esta semana, continuamos a série de entrevistas com criadores e criadoras de podcasts em português. A nossa terceira conversa é com Rita Cabrita, directora técnica da Bruá, uma produtora de podcasts fundada em 2019.
Como é que chegaste à edição de áudio e aos podcasts? É o teu trabalho a tempo inteiro?

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Especial Podcasters #2: Bernardo Afonso (Fumaça)

4 de Abril de 2021, por Aline Flor
Esta semana, retomamos a série de entrevistas com criadores e criadoras de podcasts em português. Nesta segunda conversa, ouvimos Bernardo Afonso, que é compositor, sound designer e jornalista do Fumaça.
O Fumaça começou como um podcast de entrevistas. Na transição para um órgão de comunicação, passaram a fazer mais reportagem, com mais sonoplastia. Que influência tiveste nisso?

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Especial Podcasters #1: Rute Correia (Interruptor)

16 de Março de 2021, por Aline Flor
Esta semana, damos início a uma série de entrevistas com criadores e criadoras de podcasts em português. Na primeira edição, converso com Rute Correia, que no ano passado lançou o Interruptor, uma revista multimédia independente que “olha para o mundo pelas lentes da cultura” com uma aposta em formatos longos, jornalismo de dados e podcast.
Podes falar-nos um pouco sobre o podcast do Interruptor? Neste momento já publicaste duas séries, o que te levou a este formato?

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Clubhouse: Uma app para os nossos tempos

21 de Fevereiro de 2021, por Aline Flor
Já não há grupo do Whatsapp ou do Messenger onde ninguém tenha perguntado pelo Clubhouse. Newsletters sobre media ou sobre podcasts em particular, sobre tecnologia ou sociedade em geral, nenhuma escapou ao frenesim. A aplicação baseada em áudio, disponível apenas para iPhone e por convite, permite criar salas com temas mais ou menos específicos onde as pessoas podem conversar, pedindo a palavra ao moderador. Depois da fadiga de Zoom, o Clubhouse responde às nossas necessidades em tempos de distanciamento físico. Temos sede de estar com outras pessoas. “Temos fome de intimidade. Murchamos sem ela”, escreve a historiadora Jill Lepore na New Yorker, num dos 103128 textos sobre isolamento e solidão escritos (em boa hora) desde o início da pandemia.

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Fintar o burnout

23 de Janeiro de 2021, por Aline Flor
A pandemia voltou a fechar muitos de nós em casa, os números esmagam-nos a cada dia, familiares e pessoas amigas infectadas, incertezas no trabalho. Quer se faça podcasts profissionalmente ou como um hobby, este estado de permanente tensão provavelmente está a afectar, de forma mais ou menos directa, o trabalho criativo.

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Semeando comunidades

20 de Novembro de 2020, por Aline Flor
Uma das memórias que guardo com mais carinho da primeira edição do festival Podes foram os encontros e reencontros com pessoas que passam muito tempo nos meus ouvidos, num dia que nos deixou de coração cheio. Planear o Podes deste ano em plena pandemia, sabendo que não teríamos estes espaços de encontro presencial, obrigou-nos a pensar em alternativas.

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Histórias para aquecer em dias de chuva

28 de Outubro de 2020, por Aline Flor
O Outono chegou, a hora mudou e os dias mais fechados pedem passeios sonoros por paisagens com mais cor. Entrego-vos por isso um Subscrito com sugestões de podcasts portugueses que nos guiam por histórias reais ou imaginárias, com pinceladas sonoras bordadas com carinho, para ouvirem no caminho para o trabalho ou com uma manta e uma chávena ao lado.

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Público – Mulheres tardam em “furar” o “mundo masculino” da política local

Mulheres tardam em “furar” o “mundo masculino” da política local

22 de Setembro de 2021, por Aline Flor

Chegou a vez da Lei da Paridade nas autarquias? Os números contam, mas não são tudo. Lei trouxe algumas mudanças ao nível local, mas não nos cargos de maior poder e visibilidade. São precisas outras medidas para impulsionar a participação das mulheres.

Nas eleições deste domingo, pela primeira vez, a Lei da Paridade vai aplicar-se em pleno em eleições autárquicas, estreando-se também o novo patamar mínimo de 40% para cada género. Na primeira versão, aprovada em 2006, a lei estabelecia que as listas para a Assembleia da República, Parlamento Europeu e autarquias locais deveriam “ser compostas de modo a assegurar a representação mínima de 33% de cada um dos sexos”, mas ficavam isentas destas regras as listas para os órgãos das freguesias com 750 ou menos eleitores e ou dos municípios com 7500 ou menos eleitores.

Era o caso de Alfândega da Fé, com pouco mais de cinco mil habitantes, que desde as eleições de 2009 elegeu para presidente da Câmara a socialista Berta Nunes. Foi a primeira autarca mulher no distrito de Bragança, recorda em conversa com o PÚBLICO a actual secretária de Estado para as Comunidades, que tinha abandonado o seu terceiro mandato na autarquia para assumir um lugar no Parlamento.

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Público – R. Murray Schafer (1933-2021): o pioneiro da ecologia acústica que abriu ouvidos para “a afinação do mundo”

R. Murray Schafer (1933-2021): o pioneiro da ecologia acústica que abriu ouvidos para “a afinação do mundo”

29 de Agosto de 2021, por Aline Flor

Quis ser pintor, mas acabou por se render à música. O compositor canadiano foi fundador do World Soundscape Project e autor de A afinação do mundo, obra seminal sobre ecologia acústica publicada em 1977 (ano em que também passou por Portugal). R. Murray Schafer inspirou gerações a ouvir o mundo com atenção e a melhor compreender a nossa relação com as “paisagens sonoras”.

Experimente parar durante alguns minutos e escrever num papel todos os sons que consegue ouvir. Todos mesmo. Foi este um dos curiosos exercícios que um grupo de educadores e artistas experimentaram no anfiteatro da Fundação Calouste Gulbenkian, em 1977, num seminário sobre som e educação musical conduzido pelo músico R. Murray Schafer. O compositor canadiano, que se tornou conhecido como “pai” da ecologia acústica e popularizou expressões como “paisagem sonora”, morreu no passado dia 14, aos 88 anos, na sua casa perto de Peterborough, na província de Ontário, no Canadá, depois de anos a viver com Alzheimer.

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Público – Iratxe García Pérez: “Feminismo, ecologia e a dimensão social são três elementos fundamentais”

“Feminismo, ecologia e a dimensão social são três elementos fundamentais”

9 de Maio de 2021, por Aline Flor

Iratxe García Pérez, líder dos Socialistas e Democratas (S&D) no Parlamento Europeu (PE), é a única mulher entre os representantes do PE na comissão que organiza a Conferência sobre o Futuro da Europa.

Este domingo, o Dia da Europa é marcado pela cerimónia inaugural da Conferência sobre o Futuro da Europa, uma grande iniciativa das instituições europeias para reflectir sobre o rumo do projecto europeu. Iratxe García Pérez, líder dos Socialistas e Democratas (S&D) no Parlamento Europeu (PE), é a única mulher entre os representantes do PE na comissão que organiza a Conferência. Realça a importância de levar o debate para fora da “bolha de Bruxelas”, incluindo os mais jovens: “se falamos do futuro da Europa, é indispensável que os jovens nos digam para onde querem caminhar”.

Em conversa com o PÚBLICO, à margem da Cimeira Social do Porto, diz acreditar que estamos num “momento de não retorno” nas políticas sociais. A crise pôs a UE “à frente de um espelho que mostrou as deficiências do projecto europeu”, mas a resposta “é completamente diferente” da austeridade com que se lidou com a crise anterior.

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Público – “Não há uma fórmula mágica”, mas um manual pode ajudar quando suspeitas de mutilação genital chegam às CPCJ

“Não há uma fórmula mágica”, mas um manual pode ajudar quando suspeitas de mutilação genital chegam às CPCJ

6 de Fevereiro de 2021, por Aline Flor

Em 2020, não houve processos abertos nas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens por perigo de mutilação genital feminina. Novo manual para as CPCJ traz casos práticos e fluxograma de actuação. Ministério Público é accionado sempre que há crime, mas rede de entidades trabalha para prevenir casos de mutilação das meninas.

As Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) têm desde quinta-feira, 4 de Fevereiro, um manual de procedimentos renovado para casos suspeitos de corte genital de meninas e jovens. O guia Colaborar activamente na prevenção e eliminação da mutilação genital feminina, publicado há cinco anos, traz agora aspectos mais práticos, com contributos de algumas CPCJ, “para que todas as comissões, mesmo aquelas que têm um contacto mais distante com esta realidade, caso venham a ter algum caso, saibam como actuar de forma mais ágil, mais prática, mais fácil”, explica ao PÚBLICO a presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ), Rosário Farmhouse.

Hoje, 6 de Fevereiro, assinala-se o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina (MGF).

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Público – “Nô mindjeris”: retratos de uma ponte entre Portugal e a Guiné-Bissau para combater a excisão

“Nô mindjeris”: retratos de uma ponte entre Portugal e a Guiné-Bissau para combater a excisão

26 de Janeiro de 2021 por Aline Flor

Projecto de cooperação apoia trabalho contra mutilação genital feminina e práticas nefastas tradicionais na Guiné-Bissau. Em Portugal, ainda “há muitas mulheres que continuam sozinhas”.

Antes daquele dia, Aisha, como lhe chamaremos, não se sentia “à vontade para falar e nem tão pouco esperava ouvir alguém a falar assim na primeira pessoa”. “A minha primeira experiência foi um bocadinho chocante”, recorda. Naquela palestra, Fatumata Djau Baldé, presidente do Comité Nacional para o Abandono das Práticas Tradicionais Nefastas à Saúde da Mulher e da Criança da Guiné-Bissau (CNAPN), “explicou tudo” o que lhe aconteceu desde que foi submetida ao fanado, o ritual de mutilação genital feminina (MGF) feito por algumas etnias no país. “Fiquei chocada, chorei bastante… Foi a primeira vez”, explica Aisha. “Depois comecei a conhecer mais pessoas e a falar e agora já falo naturalmente, sem aquele choque, aquela dor que eu sentia.”

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Imagem: Instrumentos de corte usado nas cerimónias “fanadu di mindjer”. Tiago Lopes Fernandez (2018)

Público – Mutilação genital feminina julgada em Portugal pela primeira vez

Mutilação genital feminina julgada em Portugal pela primeira vez

13 de Novembro de 2020 por Aline FlorMiguel Feraso Cabral (Ilustração)

Em cinco anos desde a criação da lei, é o primeiro caso que chega a tribunal. Processos arquivados pelo Ministério Público mostram prontidão para proteger crianças e prevenir casos, mas também a dificuldade de provar o crime.

Cinco anos depois de ter sido criado o crime de mutilação genital feminina (MGF) em Portugal, começa hoje a ser julgado no tribunal de Sintra o primeiro caso em que uma jovem mãe é acusada de praticar ou autorizar esta prática sobre a filha bebé, que tinha cerca de um ano e meio quando ambas estiveram na Guiné-Bissau. A mãe, que vive em Portugal desde criança, afirmou sempre que não cortou nem deixou que ninguém tocasse na bebé para a submeter à prática. Este crime é punido com uma pena de prisão que pode oscilar entre os dois e os dez anos.

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Como chegar às vítimas de mutilação genital? Criando uma rede para cuidar de meninas e mulheres

13 de Novembro de 2020 por Aline Flor

Mais de metade dos inquéritos abertos em Portugal por eventual crime de MGF tiveram origem na Amadora, onde uma comunidade de saúde atenta confirma os resultados do projecto Práticas Saudáveis.

Estima-se que vivam em Portugal mais de 6500 mulheres submetidas à mutilação genital feminina (MGF) e que cerca de 1800 raparigas com menos de 15 anos estejam em risco de o ser. Destas meninas e mulheres, conhecemos apenas cerca de 500, a maioria das quais sinalizadas décadas depois do corte, graças a um esforço da área da saúde para identificar sobreviventes desta prática. Quase metade destes casos foram registados apenas nos últimos dois anos, em grande parte em resultado do projecto Práticas Saudáveis, que actua em dez territórios na região de Lisboa e Vale do Tejo para formar profissionais de saúde e capacitar as equipas para actuar em conjunto com escolas e associações comunitárias.

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Estes trabalhos foram reconhecidos com um Prémio Os Direitos da Criança em Notícia 2021, na categoria Imprensa (ex-aequo com Vânia Maia, da revista Visão). Atribuído pelo Fórum sobre os Direitos das Crianças e dos Jovens.

O prémio foi atribuído a um conjunto de trabalhos sobre mutilação genital feminina em Portugal publicados no Público em Julho e Novembro de 2020: As jovens das comunidades afectadas pela mutilação genital feminina estão a tomar a palavra; Mutilação genital feminina julgada em Portugal pela primeira vez​; Como chegar às vítimas de mutilação genital? Criando uma rede para cuidar de meninas e mulheres.

Público – “Ah, mas você não é brasileira?” Estereótipos marcam o dia-a-dia das brasileiras em Portugal

“Ah, mas você não é brasileira?” Estereótipos marcam o dia-a-dia das brasileiras em Portugal

8 de Agosto de 2020 por Aline Flor

Desde meados de Julho, dezenas de histórias de preconceito, assédio e discriminação têm sido partilhadas na página “Brasileiras não se calam”. Com mais de 15 mil seguidores, o grupo já deu origem a uma rede de entreajuda para brasileiras que vivem em Portugal.

O podcast Do Género ouviu uma das autoras da página, que prefere identificar-se apenas como Maria e fala sobre as discriminações e desconfortos por que passam as mulheres brasileiras em Portugal e pelo mundo.

Ouvimos ainda Mariana Selister Gomes, docente na Universidade Federal de Santa Maria e doutorada pelo ISCTE com uma tese sobre o imaginário da mulher brasileira em Portugal, Camila Craveiro Queiroz, professora do Centro Universitário de Goiás​ e doutorada pela Universidade do Minho com uma tese sobre as vivências de migrantes brasileiras com mais de 50 anos, e Maria Magdala, presidente da associação Comunidária.

Subscreva o programa Do Género no iTunesSoundCloudSpotify ou outras aplicações para podcasts.

Conheça os podcasts do PÚBLICO em publico.pt/podcasts.​

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“Brasileiras não se calam” e estão cansadas de assédio e preconceito

7 de Agosto de 2020 por Aline Flor

Desde meados de Julho, dezenas de histórias de preconceito, assédio e discriminação têm sido partilhadas na conta “Brasileiras não se calam” no Instagram. Com mais de 15 mil seguidores, o grupo já deu origem a uma rede de entreajuda para brasileiras que vivem em Portugal.

Moro há 17 anos em Portugal e até hoje ouço piadas diariamente. Nada mudou. Quando eu tinha 11 anos fui chamada puta pela primeira vez por um colega da escola. Onze anos. Hoje estou com 27 e ainda ouço os comentários do tipo.” O desabafo não tem assinatura, mas não é preciso ir longe para encontrar experiências semelhantes: pergunta a qualquer amiga brasileira.

Leia no P3/Público