Público – Os cidadãos estão prontos para participar. Estarão os políticos prontos para ouvir?

Os cidadãos estão prontos para participar. Estarão os políticos prontos para ouvir?

17 de Janeiro de 2022, por Aline Flor

Não há uma fórmula mágica para resolver os desencontros entre cidadãos e instituições europeias, mas a Conferência sobre o Futuro da Europa está a testar uma experiência inédita de democracia deliberativa.

“É um momento histórico”, ouve-se em toda a parte quando o tema é a grande experiência democrática da Conferência sobre o Futuro da Europa (CoFoE, para os mais próximos), uma iniciativa co-liderada pelas três instituições europeias — Parlamento Europeu, Comissão Europeia e Conselho da UE — para traçar caminhos e soluções para os problemas complexos que a União enfrenta. A Conferência baseia-se em três pilares, os “três P”: uma plataforma digital multilingue, que reúne ideias e eventos por toda a UE; os painéis de cidadãos, divididos em quatro grandes temas; e o plenário, uma assembleia mista que junta cidadãos, governantes e outros representantes dos Estados-membros europeus.

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Conferência sobre o Futuro da Europa: “Vai ser interessante passar a mensagem às pessoas que realmente tomam as acções”

23 de Outubro de 2021, por Aline Flor (em Estrasburgo)

A “CoFoE” é uma grande empreitada que tem entusiasmado dirigentes europeus, mas tem demorado a “furar a bolha” e a entrar no radar de cidadãos comuns. Os participantes nos painéis de cidadãos parecem convencidos: dizem-se surpresos com o processo “muito democrático” dos painéis.

As expectativas estão em alta para a Conferência sobre o Futuro da Europa, que teve neste sábado, em Estrasburgo, a reunião plenária que reuniu pela primeira vez representantes de todos os Estados-Membros, desde parlamentos a organizações da sociedade civil, e 80 “embaixadores” de quatro “painéis de cidadãos europeus”: “Vai ser interessante para perceber melhor o que é que queremos falar, e também para passar a mensagem do que aconteceu no nosso painel às pessoas que realmente tomam as acções”, conta Inês Silva, de 24 anos, uma das embaixadoras do painel que se dedicou ao tema das migrações e da “União Europeia (UE) no mundo”.

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Público – As jovens das comunidades afectadas pela mutilação genital feminina estão a tomar a palavra

As jovens das comunidades afectadas pela mutilação genital feminina estão a tomar a palavra

15 de Julho de 2020 por Aline Flor

“Tentar mudar uma cultura é um trabalho difícil”, mas um grupo de raparigas de vários países europeus quer contribuir para que a mutilação genital feminina deixe de fazer parte da tradição. Esta quarta-feira, é apresentado em Portugal o “Manifesto de envolvimento de jovens”.

Ser jovem imigrante na Europa traz conflitos difíceis de resolver. Há uma certa “ambiguidade” por pertencer simultaneamente a comunidades distintas. No caso das jovens das comunidades afectadas pela mutilação genital feminina (MGF), em particular, o conflito é mais delicado: por um lado, nasceram em comunidades onde o corte genital ainda é uma realidade; por outro, cresceram em países onde se condena (e criminaliza) a prática, que muitas delas também passam a rejeitar. Como encontrar o equilíbrio sem arrancar raízes?

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Este trabalho foi reconhecido com um Prémio Os Direitos da Criança em Notícia 2021, na categoria Imprensa (ex-aequo com Vânia Maia, da revista Visão). Atribuído pelo Fórum sobre os Direitos das Crianças e dos Jovens.

O prémio foi atribuído a um conjunto de trabalhos sobre mutilação genital feminina em Portugal publicados no Público em Julho e Novembro de 2020: As jovens das comunidades afectadas pela mutilação genital feminina estão a tomar a palavra; Mutilação genital feminina julgada em Portugal pela primeira vez​; Como chegar às vítimas de mutilação genital? Criando uma rede para cuidar de meninas e mulheres.

Público – O período não tem de ser tabu, mesmo para os rapazes que menstruam

O período não tem de ser tabu, mesmo para os rapazes que menstruam

10 de Julho de 2020 por Aline Flor

Para os adolescentes transgénero, a entrada na puberdade pode ser um momento muito doloroso. Esta semana, em conversas no Twitter sobre “pessoas que menstruam”, várias vozes questionaram a expressão.

Pedro recorda-se do zum zum gerado por uma campanha de recolha de produtos menstruais na sua faculdade. O Colectivo Feminista de Letras decidiu colocar os tampões e pensos higiénicos recolhidos não apenas na casa de banho feminina, mas também na masculina. Houve pessoas que estranharam, mas nas conversas começou-se a “fazer o clique”: os colegas transgénero também poderiam precisar desses produtos.

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Público – A escola fica muito melhor quando mostra todas as cores

A escola fica muito melhor quando mostra todas as cores

11 de Outubro de 2018 por Aline Flor

O dia do coming out, que celebra esta quinta-feira as “saídas do armário”, levou o PÚBLICO a visitar a secundária da Ramada, onde um grupo de alunos passou os últimos dias a colorir os intervalos, tornando a escola num lugar mais inclusivo. Isto na semana em que uma escola do Porto está no centro das atenções por causa de um questionário à orientação sexual.

Esta semana, na Escola Secundária da Ramada (ESR), em Odivelas, os dias começaram com mais cor nos intervalos. “Não é uma escolha, eu sou assim!”, lê-se num cartaz com um arco-íris, ao lado de outro com vários corações e com as palavras “Dia Internacional do Coming Out” e fotografias de jovens gays e lésbicas a beijarem-se.

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Público – Os jovens sabem que a violência no namoro nem sempre se vê

Os jovens sabem que a violência no namoro nem sempre se vê

9 de Março de 2018 por Aline Flor

O que pensam os estudantes sobre as diferentes formas de violência no namoro? Como é que os jovens reagem a este tipo de violência? Ao longo do último ano lectivo, a turma de multimédia do 11.º ano da Escola Secundária Dr. Joaquim G. Ferreira Alves, em Valadares (Vila Nova de Gaia), mergulhou nas causas e consequências da violência no namoro através de diferentes métodos. E trazem respostas.

Neste episódio produzido com o apoio das investigadoras Joana Cruz e Carla Malafaia, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP) e do projecto europeu Catch-Eyou, ouvimos as alunas Jéssica Santos, Catarina Machado, Emília Soares, Beatriz Coelho, Carlota Silva e Inês Graça, e os estudantes Diogo Santos, Rodrigo Pereira e Ricardo Teixeira.

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Em 2019, este episódio recebeu o prémio Os Direitos da Criança em Notícia, na categoria online.

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Como lidam os jovens com a violência no namoro? Perguntem-lhes

29 de Abril de 2018 por Aline Flor

Alunos de Valadares mergulharam nas causas e consequências da violência no namoro através de diferentes métodos. E trazem respostas. Entre as soluções está a ideia de que o assunto “deve ser tratado na escola, desde pequenos”, para ajudá-los a reconhecer o problema.

O que pensam os estudantes sobre as diferentes formas de violência no namoro? Como é que os jovens reagem a este tipo de violência? Que estratégias usar para que compreendam melhor o problema? Para a turma de multimédia do 11.º ano da Escola Secundária Dr. Joaquim G. Ferreira Alves, em Valadares, Vila Nova de Gaia, as respostas vieram sob várias formas.

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Público – As raparigas já não querem saber das regras só para mulheres

As raparigas já não querem saber das regras só para mulheres

9 de Março de 2018 por Aline Flor

Esta semana, o programa Do Género é conduzido por Carolina Pacheco e João Martins, alunos da Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Marco de Canaveses (EPAMAC).

Acompanhámos o diálogo dos estudantes da EPAMAC sobre igualdade de género, questionando-se sobre as pressões sociais a que estão sujeitos — em particular as raparigas —, depois de assistirem à peça de teatro-debate “Anita”, interpretada pela actriz Leonor Rodrigues. Falou-se sobre a importância da educação sexual, os problemas do assédio sexual e violência no namoro e ainda as inúmeras regras sobre “como se ser uma mulher a sério” — com as quais as raparigas não se identificam.

Neste episódio especial, produzido com o apoio das professoras Filipa Alves e Mónica Dias, ouvimos as estudantes Ana Daniela Costa, Ana Catarina Queirós, Cristiana Teixeira, Inês Silva, Ana Luísa Amaral, Raquel Monteiro e Soraia Almeida, os estudantes Diogo Silva, Osias Manuel, Pedro Filipe Almeida e Tiago Raimundo, e a enfermeira Catarina Alves, entrevistada pela Carolina Pacheco e o João Martins. 

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